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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Vagas mágoas

Foto: António Dimas - Olhares
Vagas mágoas



Na nostalgia do timbre da ondas

Me envolvo,

E admiro o azul do mar,

Com o olhar no horizonte,

Na esperança que a volta da maré

Preencha o vazio que há em mim,

Mas a maré nada traz que eu já não tenha,

Difunde choros silenciosos, e mágoas,

Lamentos calados no silêncio das águas,

No rebentamento ruge o mar, grita de raiva,

Aviva-me as sombras, e não traz paz!

Esquadrinho o oceano, e nada avisto,

Nem barco, nem bóia, nem tábua,

Procuro o silêncio dentro de mim,

Mas está ausente,

Foi nos braços das vagas

Pró fundo do mar,

Deu lugar ao eco das mágoas,

E lamentos calados que trouxe a maré,

Num choro mudo, rugindo

No rebentamento das vagas.



José Dimas

2010

1 comentário:

  1. Parabéns Poeta!! Quanta satisfação estar aqui todos os dias, minha segunda casa!!
    Beijos na alma
    Nya

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